22 de Agosto, segunda-feira. O céu se mostrava escuro e tudo indicava que ia chover. Estava encostada na janela, uma xícara de café nas mãos, meia nos pés e meu pijama predileto. Observava atenta aquela manhã que se iniciava. O único barulho era o tic tac do relógio e cada andar do ponteiro ecoava no ambiente. Pausa... Outro som se fez presente, alguns carros que começaram a aparecer na rua. Um gole no café. Pensamentos soltos. Olhei em outra direção e pude observar ao longe um passarinho. Ele se movimentava com rapidez e carregava pequenos gravetos no bico. Trabalhava forte. Estaria construindo um ninho? Ele parecia não se cansar. Não parava. Pensei no tempo... O dele é diferente do meu e dos veículos que ali transitavam. Eu continuava tranquila, degustando minha bebida, ainda tinha uma hora para o início do expediente. Alguns motoristas apressados, tentando chegar ao trabalho. Será que ainda tinham minutos sobrando? O relógio é mesmo um instrumento estranho. Traz alegria...
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